segunda-feira, 31 de outubro de 2011

À José



Impuros...
José e os outros me disseram
E Drummond era de Andrade
E se soubesse me diria e no mar ficou jogado

José e os outros me disseram
Não sabiam se chegaram
O vento soprava era uma noite.
A mais bela visitada

Já não sabia o que dizer
Ao talvez esgotado silêncio
E de longe se formaram
À José e os outros.

Impuros.
Os dias desse mês
As horas desse dia
O tempo dessa visita
Os outros de José

Tão errado José
Já soubeste da verdade
Tão errados os outros
Se puseram contra si...

Lavaram no silêncio
E chegaram ao seu talvez

Como velhos homens
Os livros jogados
Na poeira da mesa
Assistindo a desgraça

Do fundo dos olhos
José já não chorava...
Já deixando seus amigos
Tão crepúsculo me perguntava

Sem maravilhas do mundo
Sem mundo maravilhoso
Só consigo no escuro
Imperdoável visão

E de trás de mim
Palavras...
Já não atos de José
Ventrículos já não homem pros outros

E deitado em seu cosmo
E de lhos bem abertos
Foi-se...
Nas lembranças um consolo

16/09/11
Autor: Erick

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