segunda-feira, 31 de outubro de 2011

As flores do campo harmônico



Como sempre bem faladas
Nunca tidas esperadas
Sempre  nunca estive aqui
Trouxeram-me calado

Bocas podres falam sempre
Mas que nunca dizem nada
Nessa noite que é vida
Mas três na calada

Triste sempre é a alegria
A noite fogem foge-me o dia
As harmônicas bem soltas
Correm longe e são perdidas

Tudo foge tudo sai
E de longe o olho vai
Vai seguindo essas brisas
E trazendo ventanias

E nem sabe se elas voltam
As harmônicas bem soltas
E nem sabem se elas vêm
Nas meias noites de olhos abertos

Bem lento vem trazendo
Como eu fui calado e voltei

Atacado de nossas vozes
Loucas as vozes

Calmamente se respira
E de longe não são olhos
São os medos que percorrem
Cansados de vigiar

Nos campos não há flores
Pois o mundo não as notam
Mas no vento lá estão soltas
Bem vistosas lá no céu.

Como sempre bem faladas
As bem tristes expressões
São do mero sonhador
São ataques de poesia

Erick
01/09/11

Saudade de você



 Que saudades tenho do amor que foi embora
Nem mesmo a aurora do meu amanhecer
Não desperta em mim a alegria do meu sorriso
O gorjear dos pássaros só me trás tristeza
Pois me lembro das noites de frio
Que o teu calor me consolava.

E quanto as lembranças me apavoram
Tento te encontrar em cada esquina
Mas só encontro olhares assustados
E nem um gesto que me faça lembrar de você

 Gilson de Oliveira

Tão nosso



Na mais perfeita
Das expressões
Afluentes a mim

Foram-se agrupando no espaço
De acordo e da maneira
Filosófica mais constituída
Entre os homens e
O resto

Resto não tão menos
Importante quanto o tudo
De valor entre dito no
Passado mas de pleno futuro.

Quase perdido entre o tão
Esquecido por nós
Na ignorância que já visita nossa casa

Entre tudo o nosco está;
Nas mais perfeitas
Das ultimas expressões afluentes do mundo
Nosso tanto o quanto

Erick
05/09/11

Namoro XXI



 Como posso namorar
Se não tenho dinheiro pra gastar?

Não sou “descolado”
Não uso maconha, crack ou cocaína
Muito menos fumo ou bebo
Não calçado, roupa da moda
Não tenho carro ou moto.

Esse é o namoro atual
É verdade é século XXI

Não tenho chance
Nesse mundo capitalista
Acabou-se o namoro sincero
Sou um tolo, sou um flagelado.

Adeus amor verdadeiro
Como posso namorar
Se esse é o currículo pra amar.

Autor: Natalino dos Santos 

À José



Impuros...
José e os outros me disseram
E Drummond era de Andrade
E se soubesse me diria e no mar ficou jogado

José e os outros me disseram
Não sabiam se chegaram
O vento soprava era uma noite.
A mais bela visitada

Já não sabia o que dizer
Ao talvez esgotado silêncio
E de longe se formaram
À José e os outros.

Impuros.
Os dias desse mês
As horas desse dia
O tempo dessa visita
Os outros de José

Tão errado José
Já soubeste da verdade
Tão errados os outros
Se puseram contra si...

Lavaram no silêncio
E chegaram ao seu talvez

Como velhos homens
Os livros jogados
Na poeira da mesa
Assistindo a desgraça

Do fundo dos olhos
José já não chorava...
Já deixando seus amigos
Tão crepúsculo me perguntava

Sem maravilhas do mundo
Sem mundo maravilhoso
Só consigo no escuro
Imperdoável visão

E de trás de mim
Palavras...
Já não atos de José
Ventrículos já não homem pros outros

E deitado em seu cosmo
E de lhos bem abertos
Foi-se...
Nas lembranças um consolo

16/09/11
Autor: Erick

Inértido


Algumas horas pensando
Em palavras pra dizer
Poesias melancólicas
Entre a luz do amanhecer

Levei a manhã pensando
Em poemas pra contar
Dizer o quanto te amo
Mas já nada a transbordar

Que chora se passar
A inértida face
Que nada mais encontra
Nas ultimas gotas desse tarde

Muito tempo pensando
Em palavras pra dizer
Num consolo pro silêncio
Numa tranca pros meus dedos

Esperando o momento
A hora de chegar
Bem de longe tal maneira
E ninguém jamais ouvia

E bem longe eu me via
Tão imensa solidão

Preciosa...
Perdi a inspiração
E sem ela continuo
Escrevendo o que não há...

autor: Erick
18/10/2011   

Inimaginável


Inimaginável

Fora chamada
Possível repetição
Transivel ao meu alcance
Da palma de minha mão

Meio coloquial
Um tanto
Prescritível e inigualável
Caminho a percorrer

Verdades bem falsas  
E mentiras convencidas
De que podem fazer...
Sentido

E tampouco iludidas
Hiper locutivas
Assim ficarão

E nelas os dias
Presentes certezas
Os versos então

Sentido ironia
O porquê de não ter
E o que mais poder dizer
Se verdades também é não

Levam-se as noites
E o calor que ainda está
Põem-se a mim
E ameaçam voltar

Acasos se escrevem
E é fácil esconder
Se as palavras
Bem vastas
Nada podem dizer

E se fazem
Na ilusória condição
Quanto está criado
De tanta repetição.

Inimaginável
Nenhuma pretensão
Sem mesmo ser perfeito
Mas assim um coração

Que de tanto falar
Pede assim a conclusão
Nossas coisas lindas
Nesse ficarão 


autor: Erick
11/10/2011

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

O que eu também não entendo

Acordei de um sonho bom
Olho pro lado
Vejo a realidade.
Não te vejo
Ai aumenta meu desejo
E a minha saudade...

Só tua presença me conforta
Teu abraço me transmite alegria
Teu beijo dá o sabor
E o tempero que faltava
Na minha vida...

Já nem lembro agora
Pra onde tenho de voltar
Já perdi a hora
Acho que vou aqui ficar

Não sei de onde vim,
Nem sei onde estou
Devo estar presa
Em meus pensamentos...

Já perdi a noção do que estou falando
Do que estou escrevendo
Será que você decifra pra mim
O que eu também não entendo?


Diferente


Num lugar escuro
Em plena solidão
Sinto-me solitário
Preso a um porão

Num lugar sombrio
Sinto que não tenho valor.
Estou aqui escondido
Ninguém nem notou...

Fui exilado de casa
Por um ser eminente
Não me aceitaram...
Por ser diferente...

Por serem distintos
E não aceitarem
Minha opinião
Hoje vivo aqui ser ter razão...

Incomodei muita gente
Por não ser popular
Não aceitam opinião,
Mais nem por isso
Vou calar...

Leidiane Patricio
25/10/11

Simplesmente


Amo-te
Assim como antes

Isso me basta
Pois nada mais sei...

Argumento algum
Anseio nenhum
Nem outras palavras

Nem explicação
Se tão simples se fazia
Como essa poesia

E se nada receber
Se de meu amor morrer
Não resmungo nem reclamo
Simplesmente; Te amo.

                   Erick
                    19/10/11

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Amor bis




Hoje quero fazer com você
Tudo o que eu não pude fazer,
E o que eu já fiz
Quero viver esse amor
E chamá-lo de amor bis.

Contigo quero resgatar
Os dias que deixe pra traz
Ou poder fazer coisas novas.

Relembrar os velhos tempos
Que de velhos só tem o nome
Pois deles me lembro
Como se fossem ontem.

Só mais uma vez
Quero voltar lá com você
Quem sabe talvez
Vê o entardecer...

Quero viver como você
Essa louca paixão
De um jeito que eu sempre quis
Viver com você
Esse amor bis...

  Leidiane Patrício
21/10/11

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Soneto do amigo




Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.

É bom sentá-lo novamente ao lado
Com olhos que contêm o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.

Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano.

O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica...

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Sentimentos e seus defeitos


 
                  Já não fosse eu
a dizer com tanto acúmulo
que te amo mais que tudo
mas não posso serenar.

Por fim um tudo...
mas nem isso me completa
e sem sentido eu fosse sereno
já não seria eu a dizer com tanto acúmulo.

Eu que nunca vi-me assim
entre mil e mil em mim
encontrados dentro e sem fim
e sem vê-me vivo em fim

Mas de vezes volto a ver
e em mim se fazem crer
que já não fosse eu
a te amar em um universo

Mas só isso não me basta
não preciso que me ame
se te amar me faz viver..
e me amar me faria bem mais

E os mil e mil em mim
já se fazem se encontrar
de tantos fazem-me falar
o que as vezes não entendo...

Tão diferentes
Como descolorir o que conheço
Se eu pudesse te amaria
Mas me amar não consigo

Desfazem-se num segundo
E em zilhões ficam presentes
Levam no céu.
E me jogam num interno
Que é amá-la,
Tão feliz em movimento
No jardim já tão florido
Brincando de amar.
E quem dera fosse eu
Que tivesse que te ver
Já não bastou ser diferente
Quis me conhecer
E me levar...

E de volta cá eu estou.

Já não fosse eu
A engasgar de tanto acúmulo
Tão nervoso e singelo
Mútuo em desespero

Se ao menos conseguisse
Terminar a plena frase
“Que confuso é o coração
que nunca tanto te amou.”

Autor: Erick


Data: 22/09/11

domingo, 16 de outubro de 2011

História de um sonhador

Historia dos sonhos

Como quase todas às vezes
Parado com quem
Nem sei de onde vem
Sempre parado pensando
Das mil luas
Do frio da noite
Ardente como peito febril
De dor na duvida do amor
A procura de outro sentimento

E mutuamente carregado
Por mais um pouco de calor
Os laços ainda culpam
Mais já não tem tanto impacto.
Pressentindo mais vezes
Os olhos fechados
Tendem em encantar
Apenas mais uma gota
Desse enigma
Que só descobre
Quem não quer decifrar

Como poesia
Lentamente faz
Sem sentido
E meio errado
Eis o fim de um qualquer
Tudo acalma
E nós ficamos
Eis pra sempre meu sofrer
No ardor do esclarecer
E por meio de mim
A única ilusão é acordar

E deixar que ele se faça
Sozinho vá embora
Embora os caminhos não se deixem
Embora o tudo desse historia. 

Autor: Erick

sábado, 15 de outubro de 2011

Velhice




Nas dificuldades do dia-a-dia
Esqueço os encontra tempos, e problemas
Procuro escutar a esperança
Preparando o caminho pra qualquer ocorrência.

Tentando seguir em frente
Guardo a lição do passado
De erros que cometi,
Mais não transporto a embalagem
De erros que extrai

Às vezes, sem consolo
Começo a lamentar minhas lágrimas
Por alguns momentos
Gostaria de poder recuperá-las
Mas as leis do destino
São muito rígidas

Às vezes quando penso
Nas hostilidades do mundo
Na angustia que ensombra meu coração
Vejo-me no abismo
Mas com o peito ferido
Fica mesmo difícil enxergar a solução.


Nas horas amargas da vida
A solidão é minha companhia
O sono é meu consolo
Por que me faz esquecer
A agonia que sofro...

Não consigo escutar
Já não consigo encontrar
Perdi minha paciência,
A felicidade se resumiu
A poucas fases
De minha convivência

A enfermidade visita meu corpo
Sinto uma inquietação
Não vejo mais a harmonia
Tudo é tribulação

A velhice tomou conta do meu corpo
Passou a dominar o meu ser
Por conta dela
Hoje não sei mais viver

Meu corpo envelheceu
Aqui estou sem companhia
Os dias são todos iguais
Sempre a mesma agonia


Autor: Leidiane Patricio
DATA: 15/10/11

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Tudo por você



Tudo o que eu puder eu farei
Coisas que o dinheiro não compra
Te darei, coisas que você
Nunca quis

Tudo o que estiver ao meu alcance
Todos os momentos, todas as chances
Só pra te fazer feliz

Diga tudo o que precisa
Se possível, minha vida...
A sua eu serei

Conte todos os seus medos
Não tema seus pesadelos
Por apenas alguns beijos
Eu te protegerei

E posso até não te guardar
De todos os perigos
Mas se ficar comigo, seu único risco
É que talvez eu não consiga te resistir

Meu coração estará sempre aberto
Se precisar de abrigo
Quando precisar estarei contigo
Não consigo te tirar de mim

Desejo tanto te pertencer
Que farei tudo pra te merecer
E prometo conseguir

Essa é minha promessa
E meu eterno compromisso
Uma dívida eterna
Que quero ter contigo

Tudo por você, então viver
Terá outro sentido.
Autor: Francis Chagas

domingo, 2 de outubro de 2011

Mundo da fantasia


Mundo da fantasia

O que um dia foi um sonho
Continua sendo real

Continua longe da realidade
Que eu poderia alcançar...

O que eu poderia viver de verdade
Talvez, se não sonhasse tanto

Porém se eu não sonhasse
Não conseguiria suportar

O mundo real não é pior
Que os meus pesadelos

Mas só passo a tê-los
Quando percebo que estou acordado

Então logo que posso, fecho os olhos
E tento continuar sonhando

Porque só de olhos fechados
Consigo sentir teus lábios
...
E realizar meus sonhos
                                FRANCIS CHAGAS